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tubo em questão. Introdução Diversos são os métodos e os instrumentos utilizados para medição de vazão em condutos sob
pressão e canais artificiais ou naturais, dentre os quais destacam-se os
tubos de Pitot, Plandtl, Darcy, Darcy-Cole e Recknagel e os molinetes e micro-molinetes. Com o desenvolvimento tecnológico dos transdutores de
pressão e dos sistemas informatizados de aquisição e tratamento de dados, está se buscando desenvolver um instrumento que conectado ao sistema de aquisição possibilita a medição de vazão através da determinação da
velocidade do
escoamento mediante a aquisição, em tempo quase real, das pressões totais e estáticas do
escoamento em diversas seções do conduto ou canal. Os medidores de vazão apresentam-se sob diversas formas, utilizando diferentes princípios de medição. Em uma ampla categoria podem-se enquadrar os geradores de diferencial de
pressão, também chamados deprimogênios, que são os mais antigos, exceção feita ao método primário de medição direta de volume em um certo tempo. Nesta categoria os mais conhecidos são os medidores de Venturi, de bocal e o de placa de orifício. Outros medidores particulares aparecem nesta classificação, como o de joelho 90º, de obstáculo triangular (wedge), orifício anular e outros de uso mais restrito. Baseados em princípios diversos, pode-se ter uma série de outros medidores como o medidor de turbina, rotâmetro, de vórtice, Coriolis, magnético, etc. Medidores de Diferencial de
Pressão O princípio de funcionamento baseia-se no uso de uma mudança de área de
escoamento, através de uma redução de diâmetro ou de um obstáculo, ou ainda através de uma mudança na direção do
escoamento. Estas mudanças de área ou de direção provocam uma aceleração local do
escoamento, alterando a
velocidade e, em conseqüência, a
pressão local. A variação de
pressão é proporcional ao quadrado da vazão. São medidores já bastante conhecidos, normalizados e de baixo custo. Estima-se que abranjam 50% de utilização na medição de vazão de líquidos. São compostos de um elemento primário e um elemento secundário. O elemento primário está associado à própria tubulação, interferindo com o
escoamento e fornecendo o diferencial de
pressão. O elemento secundário é o responsável pela leitura deste diferencial e pode ser um simples manômetro de coluna líquida, em suas diferentes versões, ou até mesmo um transdutor mais complexo, com aquisição e tratamento eletrônico do valor de
pressão lido. Equações para o Cálculo da Vazão As equações para o cálculo da vazão podem ser obtidas genericamente para os dois medidores utilizados e ainda outros baseados no mesmo princípio. Aplica-se a Equação da Conservação da Massa, bem como a Equação da Conservação da Energia, sendo esta última na sua forma simplificada, que é a Equação de Bernoulli. Assim para o
escoamento através de uma redução de área, considerando-o ideal e tomando uma linha de corrente entre os pontos 1 e 2, conforme a Figura 1. Figura 1
Escoamento com Estrangulamento A equação de Bernoulli aplicada ao
escoamento ideal, entre os pontos 1 e 2 da figura, resulta na equação seguinte:
EMBED Equation.3 (1) Onde o primeiro termo representa a energia cinética, o segundo a energia de
pressão, proveniente do trabalho de
escoamento, enquanto o terceiro termo representa a energia potencial. Esta igualdade significa que a soma das três parcelas é uma constante ao longo de uma linha de corrente, não havendo perdas por atrito. Para o
escoamento na posição horizontal, não há variação de energia potencial, sendo
EMBED Equation.3 Usando a equação da conservação da massa entre as seções 1 e 2, para o
escoamento incompressível, tem-se que a vazão é dado por:
EMBED Equation.3 (2) Onde A é a área da seção transversal e v a
velocidade.
Tubo de Pitot Permite obter a
velocidade de uma dada corrente de um
escoamento a partir da medição de duas pressões: estática e de total. A diferença entre essas duas pressões é chamada de
pressão dinâmica.
EMBED Equation.3 (3) O seu processo de medição está representado pela Figura 2. Figura 2 Medição da
velocidade do
escoamento de um fluido no interior de um duto A
velocidade do fluido é obtida pela equação pela da lei de conservação da massa e da energia. A lei da conservação da massa aplicada a dois pontos 1 e 2 de uma linha de corrente resulta em:
EMBED Equation.3 (4) A lei da energia para
escoamentos permanentes, incompressíveis
EMBED Equation.3 adiabáticos e sem atrito é dada pela equação de Bernoulli. Introduzindo o resultado a última equação, a ex
pressão para a
velocidade em um
escoamento é dada por:
EMBED Equation.3 (5)
Tubo de Praldtl Utiliza o mesmo princípio do Tudo de Pitot, que tem várias tomadas de
pressão estática ao longo da superfície lateral do
tubo, como mostra a figura. Figura 3
Tubo de Prandtl para medição da
velocidade de um
escoamento Alguns cuidados devem ser tomados para diminuir os erros ou desvios na medição da
velocidade com esse equipamento. Inicialmente, o
tubo deve estar alinhado à corrente do...