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tubo de um ponto para outro, haverá uma certa
perda de energia, denominada
perda de
pressão ou
perda de
carga. Esta
perda de energia é devido ao atrito com as paredes do
tubo e devido à viscosidade do líquido em escoamento. Quanto maior for a rugosidade da parede da tubulação, isto é, a altura das asperezas, maior será a turbulência do escoamento e, logo, maior será a
perda de
carga. Já há cerca de dois séculos estudos e pesquisas vem sendo realizados, procurando estabelecer leis que possam reger as
perdas de
carga em condutos. Várias fórmulas empíricas foram estabelecidas no passado e algumas empregadas até com alguma confiança em diversas aplicações de engenharia, como as fórmulas de Hazen-Williams, de Manning e de Flamant. Atualmente a ex
pressão mais precisa e usada universalmente para análise de escoamento em
tubos, que foi proposta em 1845, é a conhecida equação de Darcy-Weisbach: EMBED Equation.3 (1) Onde: hf
perda de
carga ao longo do comprimento do
tubo f fator de atrito (adimensional) L comprimento do
tubo (m) V velocidade do líquido no interior do
tubo (m/s) D diâmetro interno do
tubo (m) g aceleração da gravidade local (m/s2) J hf /L
perda de
carga unitária. Na literatura técnica existem algumas fórmulas empíricas para o cálculo da
perda de
carga. A equação de Hazen-Williams é uma delas: EMBED Equation.3 (2) Onde:C coeficiente que depende do material do
tubo L comprimento total da tubulaçãoQ vazão volumétricaD diâmetro interno da tubulação. O coeficiente de atrito f também pode ser obtido no diagrama de Moody. INCLUDEPICTURE http://www.pipest.com.br/imagens/diagrama01.jpg \* MERGEFORMATINET Figura 1 Diagrama de Moody 3. Materiais e Métodos Nesse experimento foram utilizados os Equipamentos e Materiais listados abaixo: Módulo de Ar O módulo de ar (Figura 2) é um equipamento utilizado para promover um escoamento de ar ao longo de dutos. O Escoamento é promovido por um ventilador central e duas zonas distintas: a de sucção e a de recalque. Figura 2 Módulo de Ar Na zona de sucção do módulo de ar
encontram-se os dutos de secções de 11/2 liso, 11/2 rugoso e 3 liso com suas respectivas tomadas de
pressão dinâmica e estática. Módulo de Água O módulo de água (Figura 3) integra uma bomba utilizada em conjunto com um reservatório, de onde a água é bombeada, além de
tubos interligados entre si. A entrada de água nos
tubos é controlada por meio de válvulas. Os
tubos formam um caminho fechado de modo que toda a água bombeada por eles sempre volta para o reservatório. Nesse experimento utilizou-se um
tubo de 3 em associação primeiramente com um
tubo de 11/2 liso e em seguida com um
tubo de 11/2 rugoso. No
tubo de 3 mediu-se a
pressão dinâmica e nos
tubos de 11/2 a
pressão estática. Figura 3 Módulo de Água O Experimento 1º Parte: A primeira parte desse experimento compreende as análises de
perda de
carga no módulo de ar. Primeiramente conectou-se um manômetro na saída da tomada de
pressão dinâmica (
Tubo de Pitot +
Pressão Estática) do duto de 11/2 liso enquanto que um outro manômetro foi conectado nas duas saídas de
pressão estática do mesmo duto (Figura 2) distantes entre si de 5m. Dessa forma pela variação da altura obtida pela tomada de
pressão dinâmica se calcula a velocidade Vm ( EMBED Equation.3 ) e a vazão Q ( EMBED Equation.3 ) do escoamento, pelas tomadas de
pressão estáticas se calcula a
perda de
carga hf ( EMBED Equation.3 ) utilizando-se das medidas das variações de altura. Com os valores obtidos no calculo da
pressão dinâmica pode-se calcular o número de Reynolds Re (EMBED Equation.2 ) e com os valores obtidos no cálculo da
perda de
carga pode-se calcular os coeficientes de atrito f (Equação 1) da Equação de Darcy-Weisbach e o C (Equação 2) da Equação de Hazen-Williams. Os valores aferidos das variações de alturas tanto para a
pressão dinâmica quanto que para a
pressão estática
encontram-se na Tabela 1, enquanto que os cálculos referentes à
pressão dinâmica se
encontram na Tabela 2 e os referentes à
pressão estática se
encontram na Tabela 3. Os valores de
perda de
carga por comprimento (J), Número de Reynolds (Re) e Coeficiente de
perda de
carga médio (Cm)
encontram-se na Tabela 4. O mesmo procedimento acima foi adotado para a análise do
tubo de 11/2 rugoso. Os valores aferidos das variações de alturas tanto para a
pressão dinâmica quanto que para a
pressão estática
encontram-se na Tabela 5, enquanto que os cálculos referentes à
pressão dinâmica se
encontram na Tabela 6 e os referentes à
pressão estática se
encontram na Tabela 7. Os valores de
perda de
carga por comprimento (J), Número de Reynolds (Re) e Coeficiente de
perda de
carga médio (Cm)
encontram-se na Tabela 8. Mais um vez o procedimento já descrito foi adotado, só que agora para a análise do
tubo de 3 liso. Os valores aferidos das variações de alturas tanto para a
pressão dinâmica quanto que para a
pressão estática
encontram-se na Tabela 9, enquanto que os cálculos referentes à
pressão dinâmica se
encontram na Tabela 10 e os referentes à p...