...
língua. Um dado empírico fundamental: qualquer
língua humana é sempre um conjunto de variedades.
Mudança Fonética em
Lingüística Histórica consiste, em princípio, consiste apenas numa alteração da pronúncia de certos segmentos em determinados ambientes da palavra.
Mudança Fonológica, por outro lado, envolve alterações por exemplo, no número de unidades sonoras distintas (os fonemas) e, portanto, no sistema de relação dessas unidades.
Mudança Morfológica trata dos princípios que regem a estrutura interna das palavras: seus componentes (os morfemas), os processos derivacionais (formas de se obter novas palavras) e flexionais (formas de se marcar, dentro da palavra, as categorias gramaticais)
Mudança Sintática, por exemplo,
mudança da ordem dos constituintes dentro da estrutura da sentença.
Mudança Semântica é abordada na
Lingüística Histórica como um processo que altera o significado da palavra, como as figuras de linguagem, alguns processos ainda reduzem ou ampliam o significado.
Mudança Pragmática, um exemplo é a investigação do uso do termo você no tratamento do interlocutor investigando quem era tratado por você nos diferentes períodos da história, já que a pragmática trata da tarefa de estudar o uso dos elementos lingüísticos em contraste com o estudo das propriedades estruturais desses elementos.
Mudanças Lexicais, pode-se enfocar as palavras em sua
mudança em algum dos níveis de análise lingüísticos ou a composição do léxico. Terminologia: Inovador é o elemento novo que se expande alterando um aspecto da configuração da
língua e Conservador é o elemento velho, variante que representa as configurações mais antigas da
língua. Características da
Mudança: A
mudança é contínua, ininterrupta A
mudança é lenta e gradual Costuma-se dividir a história das
línguas em períodos, em português: período arcaico e período moderno. A
mudança é relativamente regular, ela nos permite estabelecer correspondências sistemáticas entre duas ou mais
línguas ou entre dois ou mais estágios da mesma
língua. As correspondências sistemáticas formaram a base inicial da reflexão
histórica em
lingüística. Foi a partir da percepção da sistematicidade de correspondências entre
línguas diferentes que se chegou, no início do século XIX, ao chamado método comparativo, com o qual foi possível revelar cientificamente o efeito de parentesco entre
línguas, reuni-las em grupos (famílias) e reconstituir aspectos de seus ancestrais comuns. As
línguas estão envolvidas num complexo fluxo temporal de mutações e substituições, de aparecimentos e desaparecimentos, de conservação e inovação. A
Lingüística Histórica pressupostos teóricos: Sincronia e Diacronia: Saussure introduziu esses dois termos em
Lingüística para designar o estudo da história das
línguas (diacronia) e o estudo dos estados da
língua vistos de forma estática (sincronia).
Lingüística descritiva/teórica x
Lingüística histórica. História da
Lingüística Histórica: 1º período (1786-1878): é o período da formação e consolidação do método comparativo. 2º período (1878-até hoje): inicia com a publicação do manifesto dos neogramáticos. É o período da contínua tensão entre duas grandes linhas interpretativas: uma mais imanentista (linha dos neogramáticos, dos estruturalistas e dos gerativistas) que vê a
mudança como um fato interno a
língua e outra mais integrativa (dos sociolingüístas) que entende que a
mudança deve ser vista como articulada com o contexto social em que se inserem os falantes, conjunção de fatores internos e externos a
língua. Foi Bopp, relacionando o sistema da conjugação verbal do sânscrito com o grego e latino, persa e germânico quem deu as bases para o método comparativo, procedimento central da
Lingüística Histórica. É por meio dele que se estabelece o parentesco das
línguas. Mas o estudo propriamente histórico foi estabelecido por Jacob Grimm (um dos irmãos Grimm), pois ele interpretou a existência de correspondências fonéticas sistemáticas entre as
línguas como resultado de mutações no tempo. A obra de Schleicher: fez estudos histórico-comparativos com orientação fortemente naturalista. Propõe uma tipologia das
línguas e uma classificação genealógica das
línguas indo-européias procurando uma
língua-remota, ou estágio remoto donde se originaram as
línguas que constituem essa família. Os Neogramáticos: geração de lingüistas relacionados com a Universidade de Leipzig que formularam os principais pressupostos teóricos da
Lingüística Histórica como a conhecemos hoje. As leis de Verner: Demonstrou as exceções da chamada Lei de Grimm em seu estudo sobre a mutação das consoantes no ramo germânico das
línguas indo- européias. Manual de Hermann Paul: dá as bases para o ramo sociolingüista dos estudos em
Lingüística Histórica A obra de Schuchardt: o mais importante neogramático, que mostrou como as variedades da
língua influenciam umas às outras. Meillet é o primeiro a dá uma concepção realmente sociológica do falante e da
língua, com a perspectiva da heterogeneidade real da líng...