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...água contida em uma amostra de solo e o peso das partículas dessa amostra de solo, cuja determinação precisa será vista mais tarde, pode ser qualitativamente estimada pela cor (mais escura ou mais clara) de um solo, por comparação, se já o tivermos observado completamente seco e saturado. Também pelo tato, apertando-o nas mãos, esfregando- o e observando o aparecimento do brilho característico de umidade. A facilidade de moldagem, no caso de argilas, dá uma boa indicação do teor de umidade de solos que já conhecemos. Até o odor é característico. 2. TEXTURA é o tamanho relativo dos grãos que constituem a fase sólida dos solos. Sua medida é chamada GRANULOMETRIA. A textura de um solo pode ser avaliada de forma grosseira pelo tato. Pedregulhos têm diâmetros máximos entre 2,0 mm e 60 mm e podem ser identificados visualmente. Sua forma e compacidade são importantes do ponto de vista de sua utilização. Outras partículas macro como as de mica (ou malacacheta), têm forma de lâminas delgadas e flexíveis, com brilho característico. Areias (diâmetro dos grãos varia de 0,06 a 2,00 mm) dão ao tato uma sensação de aspereza. Apenas seus maiores grãos são visíveis a olho nu. A audição pode auxiliar a identificação: as areias, quando esfregadas, produzem um rangido característico. Partículas de tamanho igual ou menor que as do silte não podem ser identificadas a olho nu, e individualmente são imperceptíveis ao tato. O tamanho dos grãos de silte (0.002 a 0,06 mm) os torna invisíveis ao olho nu, como as argilas. O formato dos grãos de silte também difere do formato dos de argila: AREIA FINOS (AREIA FINA, SILTE, ARGILA) PEDREGULHO 21 são arredondados como os grãos de areia de praia (e menores), enquanto a maior parte dos de argila tem semelhança com placas de vidro ou lâminas gilete. Seca e destorroada, a sensação táctil de uma porção de silte ou de argila assemelha-se a de talco para bebês. Argilas (diâmetro máximo dos grãos 0,002 mm) molhadas escorregam como sabão. Ao secar tendem a formar torrões de difícil desagregação. 3. COESÃO é a resistência que a fração argilosa empresta ao solo, pela qual ele se torna capaz de se manter coeso, em forma de torrões ou blocos, podendo ser cortado ou moldado em formas diversas e manter essa forma. A coesão é definida por Milton Vargas como a maior ou menor resistência que um torrão de argila apresenta ao se tentar deformá- lo. Solos com essa propriedade denominam-se coesivos. Solos não coesivos, como areias e pedregulhos, esboroam-se facilmente ao serem cortados ou escavados. A NBR6502/95 define coesão como: parcela de resistência ao cisalhamento de um solo, independente da tensão efetiva normal atuante, provocada pela atração físico-química entre partículas ou pela cimentação destas. Várias teorias explicam a coesão, sendo uma das mais simples a que se baseia na água adsorvida pelos grãos de argila, descrita na página 30 do livro Introdução à Mecânica dos Solos, de Milton Vargas: A água, em contato com a superfície de uma partícula adere a ela, com tal força que se torna sólida e passa a ter a mesma carga eletrostática que ela. Essa força de adesão pode enorme: nas menores partículas de argila pode atingir a ordem de grandeza de vinte toneladas por centímetro quadrado. Em contato com a água adesiva de outra partícula (de sinal contrário), gruda nesta, com força inversamente proporcional ao diâmetro das partículas e à distancia entre seus pontos mais próximos (aqui chamados pontos de contato). Parece evidente que também seja diretamente proporcional ao número de pontos de contato (ou área de contato). Se as partículas são arredondadas, são poucos esses pontos. Quando as partículas são lamelares, a área em contato é grande. Por isso, as partículas lamelares das argilas aumentam sua coesão após serem amassadas quando úmidas (arrumadas), e perderem parte de sua umidade (o que as aproxima, provocando contração dos torrões). Observe que uma alta umidade nas argilas diminui a coesão, por aumentar a distancia entre as partículas, mas quando completamente seca, não há água adesiva colando-se à outra água adesiva, e os torrões se fraturam ou pulverizam com facilidade. Por exemplo, telhas, tijolos ou cerâmicas atingem sua maior resistência a esforços quando são retirados dos fornos de secagem quando estão quase secos. Se ficassem totalmente secos, teriam sua resistência muito diminuída. 4. COMPACIDADE é um índice para os solos grossos que indica se as partículas sólidas estão mais ou menos arrumadas e próximas umas das outras, com conseqüente redução no volume de vazios e na porosidade. A compacidade altera a permeabilidade (capacidade do solo de deixar-se atravessar pela água). Nos solos finos têm como correspondente o grau de COMPACTAÇÃO. 5. PLASTICIDADE, uma característica dos solos finos, é a capacidade do solo de poder ser moldado sem alteração de volume. Depende da umidade presente e da forma, do tamanho e da composição química dos grãos que o constituem, bem como de sua granulometria. Numa...
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Arquivo adicionado em 3/11/08
por: Ruiter da Silva Souza
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