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folha resulta na redução da viscosidade e da tensão superficial da
água, ao mesmo tempo aumenta a compressibilidade da
folha. A combinação destes três efeitos, de modo geral, resultam em uma melhor eficiência no desaguamento. Por este motivo este conceito vem sendo difundido nas máquinas de papel e de celulose, com a aplicação de chuveiros e caixas de vapor. Evolução das
Prensas As funções primárias da
prensa é desaguar e consolidar a
folha as funções secundárias são aumentar a resistência da
folha, ainda úmida, e algumas outras propriedades relevantes. A operação de
prensagem deve ser considerada como uma extensão do processo de remoção de
água que se inicia na seção de formação. A prática tem mostrado significante economia quando se maximiza o desaguamento da
folha na seção de
prensagem, comparada com a seção de secagem. Uma estimativa do custo de desaguamento relativo pode ser considerado que na formação 10%, na
prensagem 12% e na secagem 78% do custo total. Por este motivo sempre se busca incrementos na eficiência de
prensagem, tanto no desaguamento absoluto, quanto na uniformidade do perfil transversal. Muitos desenvolvimentos em matérias-primas, desenho de máquina e de
feltros ocorrem ao mesmo tempo, muitos em uma área forçando o desenvolvimento tecnológico em outro. Pesquisas em
prensagem mostraram que o requisito mais importante no projeto da
prensa é promover o menor caminho possível para a
água sair do nip. A menor distância corresponde a espessura do
feltro, que normalmente é interpretada como direção vertical.
Prensas com fluxo preferencial vertical tornaram-se conhecidas como
prensas de fluxo vertical. Podemos considerar esta 4 como sendo uma condição ideal.
Prensa Plana Originariamente as
prensas eram planas (lisas), limitando o fluxo de
água, que obrigatoriamente tinha que ocorrer na entrada do nip com a saturação do
feltro.
Prensas Ventiladas
Prensa de sucção Desenvolvida no início do século XX, foi o primeiro passo para a
prensagem de fluxo vertical. Os furos em um rolo perfurado proporcionam um caminho de fuga fácil para a
água. A
água é induzida a se alojar nos furos da camisa por ação do vácuo de uma caixa estacionária no lado interno do rolo. A
água é expulsa dos furos pela força centrífuga em velocidades acima de 300 m/min. Quando a velocidade é mais baixa, a
água é então removida pelo próprio sistema de sucção. A construção da camisa perfurada limita pressão aplicável, mesmo que novos materiais têm sido desenvolvidos para aumentar a resistência mecânica do rolo.
Prensa ranhurada A
prensa ranhurada foi introduzida em 1963. As ranhuras no revestimento do rolo proporcionam espaços vazios para a
água expelida no nip. O caminho que a
água percorre é de apenas 1,3 mm. Este valor é muito menor do que quando comparado à distância de 5 mm para uma
prensa de sucção e de 20 mm em uma
prensa plana. Uma vez que o rolo ranhurado tem uma estrutura sólida, maiores cargas podem ser aplicadas. A
água coletada nas ranhuras é expelida pela força centrífuga na saída do nip, devido a elevada velocidade superficial do rolo. O revestimento dos rolos ranhurados devem ser duros ( 10 P&J) para manter a integridade da ranhura. As ranhuras requerem manutenção por meio de retíficas periódicas.
Prensa de furos cegos Outra inovação no desenho de
prensa vertical são as de furos cegos. A diferença maior em relação ao rolo sucção é que somente o revestimento é furado. Os furos são menores e com espaçamento menor, reduzindo a distância para fluxo lateral. Os furos cegos podem ser aplicados em rolos com revestimentos de menor dureza do que os dos rolos ranhurados pois eles têm menor tendência a fechar os furos, comparado as ranhuras, além de maior área aberta. Hoje temos algumas máquinas que combinam num mesmo rolo mais de um tipo de ventilação. Existem alguns casos em que o rolo de sucção pode ter furos cegos ou ranhuras. Isto é comum em máquinas de alta velocidade, pois promove maior área aberta e encurta a distância para o fluxo da
água. Devemos considerar, apenas como valor histórico, o uso de tela
prensa, cuja função é de promover espaços vazios adicionais e reduzir a tendência a sombreado. Estas cederam lugar para uso de
feltros mais modernos.
Prensa de Nip Largo Rolos de grande diâmetro Os próximos dois tipos de
prensa foram introduzidos no início dos anos 80 utilizando o princípio da dupla feltragem em papéis de embalagem de maior gramatura. A primeira
prensa de nip largo utiliza dois
feltros e rolos de grande diâmetro, ambos podem ser ventilados, com elevada pressão linear. O princípio é para incrementar a largura de nip (tempo de pressão aplicada) e reduzir a distância ao fluxo da
água, permitindo o desaguamento da
folha por ambas as faces. Esta foi uma das primeiras aplicações para o conceito prático de impulso de
prensagem introduzido por Busker para os tipos de nip com fluxo controlado.
Prensa de sapata Um novo tipo de
prensa foi introduzido nos anos 80. A
prensa de sapata permite um nip longo para deixar a...