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petróleo, bem como da hulha, torna-se imprescindível a existência de condições que impeçam a destruição dos restos mortos. O local de deposição deve ser pobre de oxigênio, de aeração, que favorecem o desenvolvimento bacteriano destrutivo. Porém, em ambos os casos (
petróleo e carvão), deve haver condições propícias à vida, a fim de que sobrem os respectivos restos mortos. CARVÃO MINERAL: Para o carvão mineral, o ambiente deveria ter sido o de lagoas de águas paradas, ao redor da qual havia florestas de grandes gimnospermas, cujos restos lentamente iam atulhando o lago. Graças ao soterramento, os restos vegetais, submetidos ao efeito da temperatura através de centenas de milhões de anos, vão gradativamente perdendo oxigênio e se enriquecendo de carbono, fenômeno denominado hulheização (turfa linhita carvão betuminoso antracito: 96% C). PETRÓLEO: Na formação do
petróleo, a bacia fechada não mais na região continental, mas nos mares do passado deveria ter sido oxigenada na sua parte superior, permitindo o desenvolvimento da vida, porém com um fundo isento de correntes, isolado, sem oxigenação e, portanto, impróprio à vida bacteriana aeróbia. Admite-se que os seres viventes à superfície fossem preferencialmente os de vida planctônica (algas, flagelados, larvas de crustáceos, etc.). À medida que esses seres vão morrendo, seus restos vão-se acumulando no fundo da bacia sem aeração, sofrendo uma putrefação incompleta. O enxofre existente nas proteínas forma o gás sulfídrico (H 2 S), que torna o ambiente tóxico, impróprio à vida. Esta lama putrefata é admitida como a fase inicial da formação do
petróleo e recebe a designação de sapropel (do grego, sapros, podre, e pelos, lama). O
petróleo se origina da ação de pressão e temperatura relativamente elevadas, que atuam por longos milênios, sobre essa lama soterrada, fazendo com que haja a perda gradual do nitrogênio e do oxigênio, aumentando conseqüentemente o teor relativo do carbono e do hidrogênio. AULA 1 2 MIGRAÇÃO E ACÚMULO DO PETRÓLEO Uma vez formado o
petróleo, dá-se sua
migração, sendo acumulado em
rochas porosas e permeáveis, mais comumente os arenitos. Como estes são formados em ambiente de águas movimentadas, onde é improvável o lento acúmulo da matéria orgânica, não se admite que o
petróleo tenha origem na
rocha em que é encontrado. O acúmulo da matéria orgânica verifica-se, preferencialmente, nos sedimentos de granulação fina. O seu teor relativo é de 1 para as areias finas, 2 para os siltes e 4 para as argilas, como valor médio tomado a partir de diversas análises de
rochas sedimentares. A existência de matéria orgânica em maior quantidade nas argilas resulta do ambiente tranqüilo de sedimentação, onde os restos dos microorganismos acumulam-se lentamente junto às partículas finas ( 4 ?m) que formam as
rochas argilosas. Verificando-se, entretanto, que a maior parte das formações petrolíferas ocorrem em sedimentos arenosos (cujo tamanho dos grãos indica ambiente de águas movimentadas),
rochas nas quais o acúmulo de matéria orgânica seria difícil, conclui-se que o
petróleo teria migrado do local de sua formação até a
rocha reservadora, ou
rocha-
reservatório, onde é acumulado. Partindo dos primórdios de sua gênese, sabe-se que, no estágio inicial, a matéria orgânica se acha misturada a detritos minerais finíssimos, entre os quais predominam a argila e grande quantidade de água. Com o decorrer do tempo, a espessura dos sedimentos poderá atingir muitas centenas de metros, a ponto de fazer com que a água, acompanhada dos produtos fluidos existentes, seja expulsa. A
migração inicia-se, desta forma, ao longo dos planos de estratificação da
rocha matriz, que é a direção de mais fácil escoamento. É possível que o
petróleo, em vias de formação, seja carreado sob a forma emulsionada, ou melhor, como gotículas finíssimas dispersas no veículo aquoso. À expulsão do
petróleo da
rocha onde foi gerado dá-se o nome de
migração primária. Ao seu percurso ao longo de uma
rocha porosa e permeável, até ser interceptado e contido por uma armadilha geológica, dá-se o nome de
migração secundária. Grande parte dos depósitos petrolíferos está relacionada a perturbações tectônicas que determinam as estruturas acumuladoras (armadilhas). Por este motivo, admite-se que a
migração seja igualmente influenciada por tais eventos geológicos, que podem ainda ser conjugados à elevação da temperatura. Caso não exista uma estrutura capaz de acumular e reter o
petróleo, dar-se-á seu escape total à superfície. Nesta condição, poderá ser oxidado e destruído por completo, ou ser levado pelas correntes aquosas e novamente conduzido ao mar. Poderá, ainda, se as condições de superfície permitirem, acumular-se e formar os chamados lagos de asfalto. Quando o
petróleo não atinge a superfície, seu acúmulo se dá em profundidade. A figura 1 ilustra a diversidade de estruturas capazes de acumular o
petróleo. FIGURA 1
ROCHA-RESERVATÓRIO O
petróleo, após ser gerado e ter migrado, é eventualmente acumulado em uma r...