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...testemunhos e em kicks, assim como pela velocidade de perfuração, pelo detector de gás, etc. A chamada perfilagem final, executada ao término da perfuração do poço, permite obter informações importantes a respeito das formações atravessadas pelo poço: litologia, espessura, porosidade, prováveis fluidos existentes nos poros e suas saturações. A maior limitação da perfilagem é a pequena extensão de seu raio de investigação lateral, de modo que apenas a vizinhança é analisada pela perfilagem. Com base na análise dos perfis, decide-se quais intervalos do poço são de interesse econômico potencial para se executar os testes de formação. Se não houver intervalos de interesse, o poço é abandonado. Os testes de formação têm sido amplamente utilizados na indústria petrolífera para se estimar a capacidade produtiva do poço. Apesar dos indícios obtidos durante a perfuração e a perfilagem indicarem a presença de hidrocarbonetos na formação, isto não significa que possam ser produzidos economicamente. Somente o teste de formação (isto é, somente a colocação do poço em fluxo) poderá confirmar, com segurança, a presença de hidrocarbonetos na formação e fornecer dados a respeito das condições de fluxo nas imediações do poço. AULA 3 1 PERFILAGEM A POÇO ABERTO O perfil de um poço é a imagem visual, em relação à profundidade, de uma ou mais características ou propriedades das rochas perfuradas (resistividade elétrica, potencial eletroquímico natural, tempo de trânsito de ondas mecânicas, radioatividade natural induzida, etc.). Tais perfis, obtidos através do deslocamento contínuo de um sensor de perfilagem (sonda) dentro do poço, são denominados genericamente de perfis elétricos, independentemente do processo físico de medição utilizado. TIPOS DE PERFIS Potencial Espontâneo SP: este perfil mede a diferença de potencial entre dois eletrodos, um na superfície e outro dentro do poço. Permite detectar as camadas permoporosas, calcular a argilosidade das rochas e auxiliar na correlação de informações com poços vizinhos. Raios Gama GR: este perfil detecta a radioatividade total da formação geológica. Utilizado para a identificação da litologia, a identificação de minerais radioativos e para o cálculo do volume de argilas ou argilosidade. Neutrônico NPHI: os perfis mais antigos medem a quantidade de raios gama de captura após excitação artificial através de bombardeio dirigido de nêutrons rápidos. Os mais modernos medem a quantidade de nêutrons epitermais e/ou termais da rocha após o bombardeio. São utilizados para estimativas de porosidade, litologia e detecção de hidrocarbonetos leves ou gás. Indução ILD: fornece leitura aproximada da resistividade da rocha contendo hidrocarboneto, através da medição de campos elétricos e magnéticos induzidos nas rochas. A resistividade é a propriedade da rocha permitir ou não a passagem de uma corrente elétrica e varia na razão direta da resistividade da água e inversa da porosidade. No caso em que a rocha contenha gás, óleo e/ou água em seus poros, sua resistividade aumentará consideravelmente devido à capacidade isolante da fração hidrocarboneto. Sônico DT: mede a diferença nos tempos de trânsito de uma onda mecânica através das rochas. É utilizado para estimativas de porosidade, correlação poço a poço, estimativas do grau de compactação das rochas ou estimativa das constantes elásticas, detecção de fraturas e apoio à sísmica para elaboração do sismograma sintético. Densidade RHOB: detecta os raios gama defletidos pelos elétrons orbitais dos elementos componentes das rochas, após terem sido emitidos por uma fonte colimada situada dentro do poço. Além da densidade das camadas, permite o cálculo da porosidade e a identificação das zonas de gás. É utilizado também como apoio à sísmica para o cálculo do sismograma sintético. A figura 1 mostra exemplos de alguns perfis obtidos em um poço exploratório. No perfil GR é possível distinguir dois corpos arenosos (baixa argilosidade): um a 2.850 m de profundidade e outro a 2.965 m. O corpo superior pode ser interpretado como arenito argiloso no topo, tornando-se mais limpo para a base, enquanto que o corpo inferior é um arenito bastante limpo. O perfil netrônico NPHI mostra que a porosidade do corpo superior é baixa, diminuindo para a base, enquanto que a porosidade do corpo inferior é baixa. Estimativas quantitativas podem ser obtidas a partir dos perfis, e neste caso obteve-se porosidade da ordem de 10%. A resistividade de ambos os corpos é relativamente alta, possivelmente pela baixa porosidade. AULA 3 2 Figura 1 Exemplo de uma suíte de perfis obtidos em um poço exploratório. Tanto a densidade RHOB quanto a velocidade DT apresentam-se relativamente altas, atestando a baixa porosidade desses arenitos, o que indica que estas formações seriam reservatórios de baixa produtividade caso fossem portadores de hidrocarbonetos. A figura 2 apresenta uma situação em que houve a confirmação de uma jazida comercial de petróleo. Figura 2 Exemplo de perfis mostrando um...
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Comentários (1)

Comentários (1)

Denivaldo Oliveira Jesus (Sep 17, 2008 10:13:18 PM)
Porq o arquivo esta protegido ???????? Afff precisa dessa pesquisa agora vou ter q digitar tudo e nem posso colcoar as figuras. Como posso desbloquear ? Me ajudem !!

Descrição

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Arquivo adicionado em 4/16/07
por: Vitor Emanoel
Curso: Engenharia de Petróleo
Quantidade de downloads: 415
Tamanho do arquivo: 311,5 kb
Descrição:
Parte 3 (Perfilagem) da aula da professora Carol de PMI1563 - Introdução à Eng. de Petróleo
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