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transformação. Nalguns estudos registou-se uma variação linear da deformação por plasticidade de
transformação em função da carga aplicada. Para uma mesma carga aplicada este tipo de deformação apresenta uma variação em função da quantidade de nova
fase formada que começa por ser muito intensa (até cerca de 25%) para em seguida passar a assumir uma variação linear com um declive menor. A interpretação que primeiro foi avançada para este tipo de fenómenos prendia-se com a geração de tensões internas na vizinhança das frentes de
transformação, tensões essas que estão associadas à variação volúmica inerente à alteração estrutural em curso. Por outro lado, quando a
transformação martensítica ocorre sob tensão, a plasticidade de
transformação pode ser explicada com base em mecanismos de deformação responsáveis pela indução de orientações preferenciais que minimizam a energia total do sistema. Os resultados experimentais observados por vários autores numa grande variedade de materiais são consistentes com a existência de uma relação de proporcionalidade directa entre o incremento de deformação plástica imputável à plasticidade de
transformação e a solicitação aplicada, tal como o deixa prever a expressão proposta por Greenwood e Johnson: V V ced ept ? ? ? 6 5 em que ? e é a tensão equivalente (para a solicitação aplicada), ? ced é a tensão de cedência do material e V/V é a variação volúmica (por unidade de volume) dvida à
transformação de
fase. Desallos et al. propuseram uma outra relação que põe a principal ên
fase no facto de a plasticidade de
transformação só existir na medida em que esteja em curso uma
transformação de
fase, ou seja, em que o incremento de deformação por plasticidade de
transformação é directamente proporcional à quantidade de nova
fase formada e à velocidade de
transformação: () t y SyK t ij d d 1.3 d d pt ? Pelo que acabou de se expôr se pode concluir que é necessário tomar em consideração as interacções de natureza TÉRMICA MECÂNICA ESTRUTURAL
Transformação induzida por tensões Tensões de
transformação Plasticidade de
transformação Fig. 17
Journal Title and Volume Number (to be inserted by the publisher) térmica, mecânica e estrutural ao construir-se um modelo que represente de forma adequada a operação de tratamento térmico dos aços. A Fig. 17 representa de uma forma esquemática este conjunto de interacções. A mais óbvia desas interacções é a de que uma dada variação de
temperatura é responsável por uma alteração estrutural por outro lado, o facto de uma dada
transformação de
fase se dar, está na origem de uma libertação de uma dada quantidade de calor (calor latente de
transformação). A presença de um dado gradiente de
temperaturas leva a que surja um estado de tensões no seio do material (tensões térmicas) a ocorrência de um processo de deformação é por sua vez responsável por uma libertação de calor. As variações volúmicas associadas às transformações de
fase estão na origem de estados de tensões (tensões de
transformação) enquanto uma
transformação de
fase está a dar-se é possível detectar anomalias de deformação (plasticidade de
transformação) finalmente, há que ter em conta que a a existência de um dado estado de tensões pode alterar significativamente a cinética das transformações de
fase. De todas estas interacções é possível desprezar as que estão associadas ao calor libertado como resultado de uma deformação na realidade, as deformações resultantes de operações de tratamento térmicos são de tão reduzida extensão (inferiores a 1%) que podem ser ignoradas.
Journal Title and Volume Number (to be inserted by the publisher) Tempo ? 0 ? 0 2 1 Te m p er at ur a 3 4 onesans Início da
transformação perlítica na ausência de tensões internas twosans Início da
transformação perlítica na presença de tensões internas threesans Lei de
arrefecimento do material na ausência de tensões internas foursans Lei de
arrefecimento do material na presença de tensões internas Este aspecto pode ser ilustrado recorrendo à apresentação muito sumária de alguns dos problemas que se levantam durante o estudo das condições de
arrefecimento de arame de aço (de composição próxima da eutectoide). Pretende-se neste caso induzir uma
transformação estrutural conducente a uma micro- estrutura constituída por perlite fina, própria do domínio de
temperaturas compreendido entre 550 e 600 ºC, evitando a ocorrência de perlite grosseira que se forma tipicamente entre 650 e 720 ºC. A razão de ser desta preferência prende-se com a dependência das propriedades mecânicas relativamente à micro- estutura neste caso, as propriedades mecânicas mais interessantes para a posterior utilização (ou processamento) do material são as que aparecem associadas a uma micro-estrutura mais fina. Industrialmente, a etapa da
transformação do material sobre a qual nos estamos agora a debruçar pode ser induzida sobre grelhas rolantes (designadas por tapetes STELMOR) que fazem passar por cima de ventiladores as espiras de arame previamente aquecidas a...