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...medular não seja completa e permanente, e, nessa situação, o paciente apresenta ausência total da sensibilidade, dos seus movimentos e do reflexo bul- bocarvenoso, que, normalmente, está presente. O re- torno desse reflexo, que pode ser obtido por meio da estimulação do pênis ou clitóris, provocando contra- ção do esfíncter anal, indica o término do choque me- dular, permitindo, então, a determinação do déficit neu- rológico após a lesão. (Figura 5) A avaliação clínica dos pacientes determina o nível de lesão neurológica, que é considerada como sendo o segmento mais caudal da medula espinhal que apresenta as funções sensitivas e motoras normais de ambos os lados. Quando o termo nível sensitivo é utilizado, refere-se ao nível mais caudal da medula es- pinhal, que apresenta sensibilidade normal, podendo, do mesmo modo, ser definido o nível motor. O nível esquelético da lesão é determinado por meio de ra- diografias e corresponde à vértebra lesionada. A lesão medular é denominada completa, quan- do existe ausência de sensibilidade e função motora nos segmentos sacrais baixos da medula espinhal, e incompleta nas situações em que é observada pre- servação parcial das funções motoras abaixo do nível neurológico e inclui os segmentos sacrais baixos da medula espinhal. Figura 5 Desenho, ilustrando o reflexo bulbocavernoso e sua avaliação no sexo masculino. Figura 4 Desenho, ilustrando a relação entre áreas anatômicas de importância semiológica e seus respectivos dermátomos. HLA Defino 394 Algumas síndromes medulares têm sido des- critas e elas apresentam quadro neurológico caracte- rístico, dependendo da localização da lesão no interior da medula espinhal. A síndrome da medula central ocorre, principalmente, na região cervical e apresenta comprometimento mais acentuado dos membros su- periores que dos membros inferiores. Na síndrome da medula anterior, existe preservação da proprio- cepção e perda variável da função motora e da sensi- bilidade à dor. Na síndrome de Brown-Séquard, a hemisecção da medula ocasiona perda da função mo- tora e proprioceptiva do lado da lesão e perda da sensibi- lidade à dor e temperatura do lado oposto. Na síndrome da medula posterior, a função motora, a sensibilida- de à dor e tato estão preservados, enquanto que a pro- priocepção está alterada. A lesão da medula espinhal no nível sacral, geralmente no nível ósseo de T12-L1 (síndrome do cone medular), resulta em incontinên- cia fecal, vesical e alteração da função sexual. A sensibi- lidade está alterada nos 03 a 04 segmentos sacrais distais e segmentos coccígeos (anestesia em cela) e o reflexo bulbo cavernoso encontra-se ausente. A lesão isolada dos nervos espinhais da cauda eqüina (lesão da cau- da eqüina) no interior do canal vertebral, geralmente, ocorre nas fraturas distais a L1-L2, e, na verdade, não são lesões da medula espinhal. O quadro clínico de- pende da raiz atingida e podem ser observados paresia do membro inferior, arreflexia, distúrbios da sensibili- dade e, também, incontinência fecal e vesical. O termo tetraplegia refere-se à perda da fun- ção motora e ou sensitiva nos segmentos cervicais da medula espinhal devido à lesão dos elementos neuronais no interior do canal vertebral. A tetraplegia, resulta em alteração das funções dos membros superiores, tron- co, membros inferiores e órgãos pélvicos, não sendo incluídas nessa categoria de lesão as lesões do plexo braquial e nervos periféricos fora do canal vertebral. A paraplegia refere-se à perda da função motora e ou sensitiva nos segmentos torácicos, lom- bares e sacrais da medula espinhal, secundária à le- são dos elementos neurais no interior do canal verte- bral. Esse termo pode ser utilizado para definir as le- sões da cauda eqüina e cone medular, mas não para as lesões do plexo lombossacro e lesões dos nervos periféricos, localizadas fora do canal vertebral. 5. AVALIAÇÃO DA ASIA (AMERICAN SPINE INJURY ASSOCIATION) A Associação Americana do Trauma Raquime- dular (ASIA- American Spine Injury Association) de- senvolveu, em 1992, padrões para a avaliação e clas- sificação neurológica do TRM, avaliação que apresenta, no momento, grande aceitação em nível mundial. (Fi- gura 6). A avaliação neurológica é baseada na sensibili- dade e na função motora, e possui uma etapa compul- sória, baseada na qual é determinado o nível da lesão neurológica, o nível motor e o nível sensitivo, e obtêm- se números que, em conjunto, fornecem um escore. A outra etapa é opcional (avaliação da sensibilidade pro- funda, propriocepção, dor profunda) e não participa na formação do escore, mas acrescenta importantes informações na avaliação clínica dos pacientes. O exame da sensibilidade do paciente é realiza- do por meio da avaliação da sensibilidade tátil e dolo- rosa do paciente, pesquisada nos 28 dermátomos de ambos os lados (Figura 6), atribuindo-se uma avalia- ção numérica de acordo com o achado clínico: 0- au- sente, 1- alterada, 2- normal e NT (não testada), quan- do, por qualquer motivo, a a...
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Arquivo adicionado em 4/19/08
por: Jesuilo Lima Meneses
Curso: Fisioterapia
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